Depois do decreto
Sem as mesas de jogo, o salão de festas foi reorganizado ao longo da década de 1950 para abrigar bailes, recitais e eventos culturais.
Reinvenção do salão de festas
Depois da publicação do Decreto-Lei nº 9.215/1946, a administração do balneário buscou alternativas para preencher as noites que antes giravam em torno das mesas de jogo. O salão de festas, cenário descrito em detalhe em outra seção deste museu, passou a receber bailes temáticos, pequenos recitais musicais e, eventualmente, sessões de projeção de filmes, prática que começava a se popularizar em espaços de lazer no interior paulista.
A ilustração acima representa essa transição: o mesmo salão, agora com cadeiras enfileiradas voltadas a um pequeno palco, sugerindo o uso cultural que gradualmente substituiu o entretenimento baseado em jogos de salão.
O tratamento termal permanece central
Apesar da mudança na programação noturna, a ala de banhos termais manteve sua relevância praticamente inalterada. Os hóspedes continuaram buscando o balneário principalmente pelo tratamento de saúde, e a hidroterapia seguiu como a principal razão de permanência prolongada no complexo durante toda a década de 1950.
Esse equilíbrio entre a função médica, que resistiu à mudança legal, e a função social, que precisou se reinventar, é um dos aspectos mais ricos para a compreensão da história do balneário depois de 1946.
Transformações posteriores do edifício
Com o passar das décadas, o uso do edifício principal continuou se adaptando a novas demandas regionais, incluindo períodos de uso institucional e, mais recentemente, iniciativas de preservação patrimonial que resgataram parte da documentação hoje reunida neste acervo. A trajetória completa, da lenda de 1838 até a nova destinação do edifício, pode ser acompanhada de forma cronológica na Linha Vertical do Tempo.